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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

Os motivos que levaram ao Rematch

Finalmente o post tão esperado. Porque decidi pedir o rematch e mudar de família? Bem e uma longa historia. Senta-te que vou contar tudo.

 

Antes de mais quero explicar o porque de ter esperado tanto tempo ate contar as razoes que me levaram ao rematch. A minha ex-host e portuguesa e eu tenho quase a certeza que ela tem acesso ao blog ( antes de ter o meu laptop eu utilizava o da família e antes de me lembrar de apagar eu deixei no histórico o endereço do blog). E achei por bem deixar as coisas se resolver para depois vir aqui e falar.

 

Eu penso que apenas nas três primeiras semanas/ um mês senti-me realmente feliz. Tudo para mim era perfeito, a família era mais que perfeita, adorava tudo e todos. Era a chamada honey moonem que toda a au pair esta nas nuvens e tudo e uma delicia. Pois bem, nesse primeiros dias eu estava assim. Andava sempre com um sorriso nos lábios, agradava todos a minha volta.

 

Durante mais de um mês e meio nunca gozei nenhuma folga, trabalha das 8h da manha e ficava off apenas quando os bebes iam dormir. Não por obrigação, mas porque eu queria agradar de qualquer jeito. Pensando bem, eles também nunca me disseram "hoje podes tirar o dia de folga", apenas diziam que trabalha demais e agradeciam o meu empenho. Houve dias em que trabalhei a noite ( duas vezes porque foram jantar fora e outra porque um dos babies estava doente e tiveram que ir ao medico) e nunca me pagaram como hora extra.

 

A razão de eu não ter um schedule era porque nos dois primeiros meses a host ficava em casa, e o trabalho era meio que dividido. No inicio de Setembro ela voltou para a trabalhar e eu passei a ter um schedule fixo e ai passei a ter nocao do quanto duro e cansativo era o meu trabalho. Ela fazia questão de me por a trabalhar 45 horas certinhas. Embora o trabalho dela terminasse as 3pm ela só chegava a casa as 5pm. Eu trabalhava 10 horas seguidas sem praticamente ter um minuto de descanso. As vezes nem tempo para almoçar em condições tinha. O meu dia resumia-me a mudar fraldas e a tentar entretê-los de qualquer forma. Passava o dia todo sem falar com ninguém. Tinha vezes que passava a semana inteira sem por os pés cá fora.

 

Nos primeiros tempos, tal como referi, eles eram muito simpáticos faziam de tudo para que me sentisse em casa. Contudo, com o passar dos dias eles mudaram repentinamente. No final de Agosto a host praticamente nao falava comigo, estava sempre de mau humor  e quando tentava ser simpatica eu via que era fingido porque realmente nao estava nem ai para mim. O comportamento do host tambem mudou um pouco, mas ele tentava fazer com que eu nao notasse.

 

Nessa altura comecei a sentir-me muito mal naquela casa. Sentia-me a mais. Assim que ficava off ia para o quarto e ficava ai ate o jantar porque sentia que nao era bem-vinda.

 

Andava muito triste, mas nunca contei a ninguém quando falava com a minha familia ou com o meu namorado mostrava sempre um sorriso porque nao queria que vissem que afinal nao era tudo perfeito. O mesmo aconteceu aqui no blog, apenas escrevia acerca das coisas boas que me aconteciam porque queria tentar esconder a verdade de mim propria e ao contar apenas o quanto fantástica era a minha vida fazia-me crer que realmente ela era assim.

 

No inicio de Setembro as coisas pioraram. Ela foi trabalhar e a nossa relacao passou a ser " bom dia, boa noite e como foi o dia", mais nada. E um dia quando cheguei a casa tinham colocado no playroom uma camara. Perguntei o porque de ter ali uma camara e eles disseram que era para manter em segurança os bebes. Achei um pouco estranho, visto eu estar todo o dia com eles, mas como eles também tem uma câmara em cada um dos berços, nao dei muita importância.

 

Continuei a fazer o meu trabalho, ao final do terceiro dia a host veio falar comigo muito chateada porque eu utilizava o telemóvel enquanto estava com os bebes. Sim e verdade, de vez enquanto usava sim. Quem e que nao usa? O meu dia era muito boring de vez em quando precisava de falar com alguém senão dava em doida. Então ela disse que nao poderia usar mais o telemóvel enquanto estivesse a trabalhar. Eu pedi desculpa pelo que tinha acontecido e a partir dai o telemóvel ficava sempre no quarto. Questionei-me acerca de como ela soube que eu tinha utilizado o telemóvel e depois descobri que nesse dia o host tinha ficado em casa e talvez tivesse visto pelo monitor.

 

Eles nunca me tinha proibido de usar o telemóvel e mesmo quando ela estava em casa eu usava por isso nao sei mesmo o porque de mudar de ideias. Mas eu la obedeci e nunca mais tive o telemóvel comigo enquanto estava a trabalhar.

 

Cerca de duas semanas mais tarde eu fui colocar o papel para a reciclagem e encontrei a caixa onde vinha a câmara de vigilância e la dizia wireless câmara e eu achei aquilo muito estranho. Eu nao percebo muito de tecnologia, mas wirelss associei a internet e com a marca e o código que vinha na caixa fui pesquisar no google e descobri que aquilo nao era uma simples câmara de segurança para crianças. Era uma câmara que eles podiam aceder em directo através do Skype em qualquer lugar que estivessem e bastava dar a password e qualquer pessoa podia ver. Para alem disso, podia filmar e assistir a noite o que se passou durante o meu dia de trabalho.

 

Achei aquilo demais. Durante umas semanas pensei sobre o assunto. Pensei muito sobre rematch e apesar de ter um medo enorme de nao encontrar família de uma coisa tinha certeza: ali nao queria continuar.

 

A juntar a isso havia outro problema com o qual eu vinha a lutar desde o primeiro dia que cheguei. A minha host e portuguesa, mas vive há muitos anos aqui e fala português perfeito. Quando estava em Portugal e ela disse-me que era portuguesa nao vi problema.

 

Foi apenas no primeiro dia quando aqui cheguei que ela vira-se para mim e diz-me que quer que fale sempre português com ela e com os bebes. Eu aceitei e nem me preocupei porque sinceramente com toda a novidade a minha volta nem me dei conta do grande erro que aquilo ia ser.

 

Os dias foram passando e 99% das minhas conversas eram em português, porque a família dela estava sempre la em casa e falavam sempre em português. Chequei a pedir três vezes se era possível falar apenas em inglês, porque o meu grande objectivo era melhorar a língua e isso so seria possível se começasse a pensar/falar 24horas por dia inglês. Ele dizia que sim mas no momento a seguir ja começava a falar português e eu acabei por desistir.

 

Tudo a minha volta era português, so falavam de noticias portuguesas, ate a comida era quase sempre portuguesa( especialmente quando ia la a familia dela). Eu vivi por 23 anos em Portugal e vim para ca para ter conhecimento da cultura americana. Eu entendo que eles sejam emigrantes e que sintam saudades do pais e queiram falar o máximo que podem em português, mas também deveriam ter entendido que eu vim par ca com outros objectivos. Alias eu acho que nenhuma au pair sai do seu pais, deixa familia, amigos, namorado para chegar aqui e falar a sua própria língua, apenas com o intuito de cuidar de crianças.

 

Então, ganhei coragem e falei com a minha concelour, acerca dos dois motivos que me levavam a quer mudar de família: Câmara de vigilância e lingua.

 

Ela ficou chocada quando soube que eles filmavam tudo aquilo que fazia com os bebes e disse que se estivesse no meu lugar procurava outra familia. Aquilo deu-me forca e fui isso mesmo que fiz.

 

Falei com a família acerca de tudo aquilo que me desagradava  e eles disseram que iriam pensar e que me dariam uma resposta. A reposta demorou quase duas semanas e agora percebo porque, enquanto eu pensava que eles estariam a pensar no assunto para tentar resolver da melhor forma eles ja andavam a procurar de au pair no GAP e a pesquisar acerca de day care perto de casa.

 

Quando falaram comigo disseram que o melhor para todos seria o rematch, mas que poderia ficar ate encontrar uma familia. Eu disse que concordava e que o melhor era mesmo ir embora.

 

A partir dai o ambiente começou a ficar muito tenso, ela que ja nao falava comigo então agora parecia uma múmia. Acabava o meu trabalho enfiava no quarto e as vezes nem para jantar saia. Senti-me muito mal porque sabia que eles ja tinham encontrado uma solução para os bebes e que so estava ali por favor (alias ela chegou-me mesmo a dizer isso).

 

Ate que na nesta ultima 5feira eles disseram que no dia seguinte iria ser o meu ultimo dia e que tinha que ir embora porque a situação estava a tornar-se insustentável. Eu telefonei a minha coordenadora alfita contando a situação e a partir dai vocês ja sabem. Vim para a Philadelphia onde estou a ser muito bem acolhida por todos.

 

Houve outros motivos que juntando aos outros me fizeram querer mudar.

 

-          Alimentação. Eu passava quase fome. Apenas nas primeiras semanas ela perguntava se queria alguma coisa. E eu disse que gostava muito de fruta e ela comprou fruta para 30 pessoas. Claro que sozinha nao consegui comer tudo e muita teve que se deitar fora. Acho que ela ficou meio que chateada e durante muito tempo nunca mais houve fruta. Também nunca mais pedi. Eu sei que ha au pairs que compram comida e guardam no quarto, mas nem isso eu podia fazer porque nao tinha como sair e ir ao supermercado. Então tinha-me de sujeitar ao que eles tinham. Uma vez fui com a host a um supermercado e ai tive oportunidade de comprar algumas coisas que queria, mas tive que ser eu a pagar porque ela nem se ofereceu.

 

Ao almoço comia sempre restos e muitas das vezes nem havia nada, nem sequer pao. Eu nao tinha tempo de fazer o almoço porque muitas vezes os bebes tiravam naps apenas para 30 min. Entao tinha mesmo de comer os restos que ficavam da semana.

 

-          Nao podia utilizar o carro. Isso para mim foi das coisas que me mais me custou. Sinceramente nao me importo de nao ter carro se tiver uma boa rede de transportes públicos, mas la nao havia nada. Apenas casas e mais casas. E um sitio muito bonito, mas sem carro nao da mesmo.

 

Sempre que queria ir a NY tinha de ir de taxi para a train station e pagava $50 round trip. Se quisesse ir na casa de uma amiga, nao podia porque tinha que ir de taxi e era muito caro. Se nao fosse uma amiga que me vinha buscar aos fins de semana eu dava em doida la fechada sem fazer nada. Nem no CVS eu podia ir, as minhas compras eram todas feitas online.

Gastei muito do meu ordenado so em taxis.

 

Tem mais alguns pormenores que nuca gostei, mas nao sao muito relevantes.

Por tudo isto decidi o rematch e nao me arrependo nem por um segundo porque eu nao era feliz naquela casa.

publicado por Diana às 18:11
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5 comentários:
De Mónica a 27 de Outubro de 2010 às 20:38
E fizeste tu mt bem!! Eu teria feito o mesmo, e ainda mt tu aguentaste. Que raio de familia e ainda por cima ela tinha que ser portuguesa.. deve ter a mania..lol
Fico feliz de saber que agora estás melhor e ainda melhor vais ficar quando encontrares outra familia :)

Beijinhos* *
De ritovskyta a 27 de Outubro de 2010 às 20:42
WOW . Agora entendo. Tens muita razão. Nem entendo porque dizes que a decisão é mútua, qd do teu lado os erros eram apenas devido á forma de ser e de ver da host family . Fizeste bem em não contar antes. Fizeste bem em contar agora. Espero que tua Host leia isto e tenha noção de se podem ter-se arrependido ou ter pensado k seria diferente ter uma au pair em casa, p ti também o era. confiaste neles e não tendo os bebés andado cheios de nódoas negras, uma câmara é um exagero tremendo. Qd mais tempo digo melhor o que realmente penso de tudo isto!
De Nathalie a 27 de Outubro de 2010 às 21:55
Olá Diana!
De fato, creio que você tomou a decisão mais acertada... eu trabalhei numa escola em que tinha câmeras de vigilância por todo lugar, uma delas exatamente em cima do meu posto de trabalho. Mesmo não tendo motivos para me preocupar em ser vigiada, me sentia muito mal em ser observada o tempo todo e também porque de certa maneira, a câmera era um sinal de falta de confiança em mim e no meu trabalho, acredito. Bom, acho que você fez bem em sair da casa onde estava e espero de verdade que você encontre uma nova família muito mais legal!
Beijos,

Nathalie.
De Jana a 28 de Outubro de 2010 às 00:51
Olá, Diana!!Estou triste que as coisas não tenham estado muito boas ultimamente para vc, não é fácil passar por tantas dificuldades, mas gostaria de encorajá-la e citar uma frase que por muitas vezes eu sigo: "O sofrimento é passageiro e desistir é para sempre". Portanto não desista do seu objetivo, pq nessa vida existem muitos obstáculos mesmo, barreiras que parecem intransponíveis porém acredito que tudo será recompensado. Você verá que se tornará uma pessoa mais forte e segura e no fim das contas lembrará disso tudo com certa saudade.
Aproveite cada minuto bom e diminua os minutos que não valem a pena.Seja forte e otimista.
Super Abraço e sorria! Não desanime!
Janaina
De Susan a 4 de Agosto de 2012 às 05:10
Você conseguiu outra familia??? Demorou quanto tempo??? A familia era boa???
Estou com o mesmo problema, eles são Judeus, e contrataram uma outra Aupair, Judia, falam hebraico o tempo todo.....so fazem três semanas que estou aqui....a familia é boa, e estão tentando falar ingles....mas mal percebem e ja voltam a falar Hebraico....

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